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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Estrogênio faz com que mulheres tenham menos acidentes automobilísticos.

Pesquisadores da Universidade de Bradford, na Grã-Bretanha, afirmaram esta semana em uma conferência em Londres, que as mulheres, devido ao estrogênio, conseguem mudar sua atenção de uma situação para outra de forma mais rápida do que os homens. Por isso, elas se envolvem em menos acidentes automobilísticos do que eles.

Toda essa flexibilidade mental ajuda as mulheres na hora de perceber alterações no trânsito e evitar colisões.

No estudo, foram realizadas baterias de exames neuropsicológicos, que avaliaram habilidades como memória de reconhecimento espacial, aprendizado de regras, atenção, planejamento e controle motor, em 43 homens e mulheres, na faixa etária dos 18 aos 35 anos.

Ficou comprovado que as mulheres conseguem mudar o foco de sua atenção mais rápido que os homens, propriedade que lhes auxilia em uma série de tarefas cotidianas, como, por exemplo, ler ou dirigir.

Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento

Número de leitos no Brasil é menor do que em 1976

Dados da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS) 2009, divulgada nesta sexta-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o Brasil, em 2009, tinha menos leitos – privados e públicos – para internação do que em 1976.

No ano passado, de acordo com a AMS, estavam disponíveis a população brasileira 431,9 mil leitos. Há 34 anos, o País já tinha 443,8 mil leitos, 11 mil a mais do que hoje.

Ainda de acordo com a AMS, em 1992, o Brasil dispunha de 544 mil leitos. De lá para cá, o número vêm gradativamente diminuindo. Entre 2005 e 2009, o país ficou com menos 390 estabelecimentos com serviços de internação no setor privado. O setor público aumentou sua oferta de internação em 112 estabelecimentos, resultando em uma perda líquida de 280 unidades.

Apenas a região Norte registrou aumento (2,3%) na oferta de serviços de internação, enquanto todas as demais regiões tiveram queda, com destaque para o Centro-Oeste (-7,8%).

Hoje, dos 431,9 mil leitos registrados, 152,8 mil (35,4%) eram públicos e 279,1mil (64,6%) privados. A taxa nacional em 2009 foi de 2,3 leitos/mil habitantes, abaixo do parâmetro estabelecido pelo Ministério da Saúde, de 2,5 a 3 leitos/mil habitantes; apenas a região Sul se manteve nessa faixa, com 2,6 leitos por mil habitantes.

Internações na rede particular superaram em duas vezes as da rede pública - O número de internações no ano de 2008 registrado pela AMS 2009 foi de aproximadamente 23,2 milhões, registrando queda relativa (-0,2%) em relação às internações no ano de 2004.

Nos dois anos analisados, embora a distância tenha se reduzido e o crescimento geral tenha se sustentado pelo setor publico, era predominante a presença do setor privado (16,2 milhões em 2004 e 15,0 milhões em 2008).

O comportamento nas internações no período 2004/2008 não foi uniforme em todas as regiões do país, tendo sido negativo nas regiões Sudeste (-8,5%) e Norte (-4,4%), enquanto o maior destaque positivo foi no Centro-Oeste (12,7%).

A participação do setor público foi maior no Norte (62,8%) e Nordeste (50,5%), ficando abaixo de 35,0% nas demais regiões. Nesse setor, o número de internações diminuiu em relação a 2004 nas regiões Norte (-0,6%), Centro-Oeste (-2,9%) e Sul (-4,8%). No Sudeste, o aumento ficou em 27,1% e, no Nordeste, 25,2%.

Por outro lado, no setor privado o número de internações só não apresentou queda no Sul (12,4%) e Centro-Oeste (23,1%). No Sudeste, a queda chegou a -18,3%. Os estabelecimentos privados que informaram prestar atendimento ao SUS foram responsáveis por 72,4% das internações neste setor. No Sul, essa contribuição alcançou 83,6% do total de internações do setor privado. No Nordeste foi de 75,8%, no Centro-Oeste 67,0%, no Sudeste 67,4% e no Norte 61,1%.

O número médio de internações por leito passou de 52 em 2005 para 54 em 2009. O crescimento anual desse índice no período para o leito público ficou em 3,1%. No leito privado, houve queda de 0,6%.

O número de internações por cem habitantes recuou de 12,8 em 2005 para 12,2 em 2009. No Norte, o indicador ficou em 11,5 e no Nordeste em 10,5. Entre 2004 e 2008, o Sudeste apresentou queda relativa de -11,7% e o Norte de -9,2% na taxa de internação.